AO RITMO DA SAUDADE. JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS É RECORDADO PELOS ANGOLANOS COMO ESTADISTA E ARQUITECTO DA PAZ.

josé eduardo dos santos

Num dia como hoje, 8 de julho de 2022, o povo angolano era informado da morte do antigo Presidente, José Eduardo dos Santos, aos 79 anos, numa clínica em Barcelona, Espanha.

Depois de longos dias internado nos cuidados intensivos devido a problemas de saúde e tendo sofrido uma paragem cardiorrespiratória, Angola via partir o seu estadista, homem de cultura e desporto, figura principal da paz e reconciliação nacional.

Hoje, passados 4 anos, os angolanos recordam com nostalgia e saúde Zé Du, como era carinhosamente tratado pelo povo. O seu legado político é amplamente recordado por liderar Angola durante 38 anos, de 1979 a 2017.

José Eduardo dos Santos foi o segundo presidente de Angola e o líder mais longevo da história do país. O “Arquiteto da Paz“, nasceu no dia 28 de agosto de 1942, na zona em que actualmente está o Cine São Paulo, em Luanda; assumiu a chefia do Estado e do partido MPLA após a morte do primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto.

Segundo dados do portal do Ministério das Relações Exteriores, José Eduardo dos Santos desempenhou um papel crucial nas negociações do Memorando de Entendimento do Luena, em 2002. O acordo selou o fim formal do conflito com a UNITA, viabilizando a desmobilização de tropas e a reinserção dos ex-combatentes na vida civil, pilares que sustentaram a estabilidade política do país.

Como ministro das Relações Exteriores, o antigo Estadista teve uma liderança decisiva na afirmação internacional de Angola, assegurando o reconhecimento diplomático e a entrada do país para a ONU, em 1976.

 Além de Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos assumiu as funções de Comandante-em-Chefe das Forças Armadas Angolanas (FAA) e liderou o MPLA por quase quatro décadas. 

Da sua vasta ficha política, destaca-se o facto de ter sido coordenador o Plano Nacional de Desenvolvimento nos anos 70. No plano estratégico e militar, liderou o país em momentos cruciais de viragem geopolítica, como a célebre Batalha de Cuito Cuanavale. 

Foi também o responsável por conduzir o processo de transição para o multipartidarismo na década de 1990 e coordenou o processo político que culminou na assinatura do Memorando de Entendimento do Luena, a 4 de abril de 2002, alcançado após a morte do líder fundador da UNITA, Jonas Malheiro Savimbi.

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